sábado, 18 de junho de 2011

Philip Treacy

O irlandês Philip Treacy, nascido em 1967, é o maior chapeleiro do mundo, responsável por grande parte do festival de chapéus no casamento real. Inclusive a própria Duquesa de Cambridge, Kate Middleton elege o estilista para desenhar seus chapéus. 
O estilista que desde pequeno ja se interessava pelo luxo da moda, tinha paixão pelas festas de sua cidade natal e já desenhava vestidos de gala para as bonecas das irmãs, quando criança. Nos anos 80 cursou a Faculdade Nacional de Artes em Dublin, se formou em 91 e no ano seguinte abriu o primeiro showroom em Londres, e realizou seu primeiro desfile. Desenhar chapéus era a principio um hobbie de Philip, que mas tarde se tornou sua profissão com uma brilhante carreira que completa 20 anos,  O designer já fez grandes parcerias no mundo da moda, como Chanel, Givenchy, Versace, Valentino, Alexander McQueen, Ralph Lauren e Donna Karan. Por cinco vezes o prêmio de "British Accessory Designer of the Year" (Designer Britânico de Acessórios), foi dado a Treacy pelo Conselho de Moda Britânico.

 Sarah Jessica Parker de Philip Treacy na premiere britânica de Sex and the City 2, em maio de 2010.


A editora e colunista de moda Isabella Blow, morta em 2007,era sua cliente mais fiel. Isabella era famosa pelo visual excêntrico, quase sempre composto por um chapéu extravagante e inédito, e pelas críticas e resenhas em publicações britânicas como Tatler e Sunday Times. A admiração era tanta, que a fashionista foi enterrada com um chapéu desenhado por Philip Treacy.





Indumentária na Europa,sec XV e XVI

 Cena do filme "A outra" (The other Boleyn girl)

Ainda no século XV a indumentária era mais leve, e a silhueta mais solta, já no século XVI volumes e ornamentos tiveram grande destaque a ponto de dificultar os movimentos do corpo. Com o desenvolvimento têxtil os tecidos estavam mais ricos, reis, rainhas e aristocratas faziam grande uso de seda, veludo e brocado. Com a adoção dos vertugados a linha agora deixava de ser vertical para ser horizontal. Vertugadin ou vertugade em francês corresponde a uma moda que começou na Espanha (farthingale espanhola) e foi introduzida na França e na Inglaterra, cuja silhueta era muito fina, primeiro pelo uso do corpete justíssimo e segundo pelo uso de uma armação de metal por baixo da saia que aumentava muito o volume do quadril, deixando uma impressão maior ainda de cintura afunilada. No período elisabetano essa moda é bem característica.
Na indumentária feminina o decote quadrado e baixo era característico do período, com o tempo o decote foi subindo. A chemise era usada por baixo desse corpete, havia um cordão que amarrava a extremidade superior dela, essa parte conseguia ser vista pra fora do decote, assim que o este começou a subir, a chemise deu origem a uma gola denominada rufo, muito característica do século XVI. O rufo podia ser feito em varias camadas e exigia muita técnica para passá-lo e assenta-lo. Era usado por homens e mulheres e foi ficando cada vez maior com o tempo, o que demonstra que era um ornamento, obviamente de privilegio aristocrático, pois tolhia os movimentos e mantinha a cabeça ereta em atitude de desdém.  Segundo Laver (1989: 90) “Os historiadores da arte notam que a pintura de retratos de pessoas da corte em toda a Europa mostrava-as de pé, com um pé à frente, em atitude de reserva altiva, hierática e rígida. E tal efeito foi realçado pelo aparecimento do rufo”. 



O corpete era muito justo, como já dito e sua estrutura continha barbatanas de madeira, tela engomada ou papelão que o mantinha endurecido, a ponto de não se ver dobras no tecido, o bico é também característico da época. As mangas eram bem amplas. Por incrível que pareça as peças femininas eram menos extravagantes que as masculinas.             A peça principal da indumentária masculina era o gibão, derivado do italiano giubbone, uma espécie de casaco abotoado na frente, usado por cima da camisa, sofreu variações em seu corte e modelagem durante os séculos, quanto ao seu comprimento podia chegar ate os joelhos, mas havia uma abertura na frente na qual podia ser ver o codpiece, uma espécie de porta-sexo, em formato triangular era feita de tecido e presa por cordões ou colchetes. Seu tamanho atingia proporções maiores que as necessárias, o que assimilava uma conotação de virilidade. Na Alemanha, o tamanho era considerado um extremo exagero, mesmo assim franceses e italianos seguiram a moda. As mangas masculinas também eram amplas e normalmente almofadadas. Mas uma técnica de tornar as roupas maiores era o acolchoamento feito nos gibões e nas meias, a idéia era sempre de encorpar e ainda eliminava as dobras do tecido.
Uma moda extravagante usada por homens e mulheres, mais por eles do que por elas era conhecia como landsknecth, consistia em uma técnica de recorte, fazendo aberturas no tecido principal de forma que o tecido de baixo pudesse ser visto, deixando claro que o esse tecido de baixo era igualmente luxuoso ao tecido principal. Crevé,do francês, é o nome dado à esses cortes decorativos que eram feitos nos gibões, e até mesmo em luvas, botas , chapéus e sapatos de couro. Traduzindo para o português as roupas eram talhadas.
Durante a segunda metade do século XVI, sabe-se pelo guarda-roupa de Henrique VIII, que as cores usadas eram vibrantes, sendo o vermelho uma das prediletas. Mais tarde, por influencia da moda espanhola, as cores fortes deram lugar para os tons sóbrios, de preferência o preto. Não só pelo poder da Espanha, mas também pelo gosto pessoal do imperador Carlos V.
Na era elisabetana, entre 1558 e 1603 Elizabeth I,filha de Henrique VIII do seu casamento com Ana Bolena, exercia seu reinado. A moda desse período sofreu influencia espanhola e francesa. O verturgado, já dito, foi muito usado pela própria, no fim do século XVI, o vertugardo em tambor surgiu na França, que estendia horizontalmente as saias graças a um platô circular ajustado em volta da cintura.  O rufo evoluiu e aberto na frente, deixava o colo aparente, a parte de trás da cabeça aumentou de tamanho, era uma espécie de resplendor que recebeu o nome de gola médici, era bem alta, engomada e rígida devida sua estrutura de metal. O fato de deixar o decote aparente deixava as mulheres atraentes.
É importante lembrar que havia variações nos trajes renascentistas de um país para o outro, e que a indumentária descrita era adotada pelas classes privilegiadas.


cena do filme Elizabeth: A era do outro


Dinastia Tudor


Absolutismo moderno foi o sistema político desenvolvido no final do século XV, com o nascimento dos Estados nacionais na Europa, no qual o poder era centralizado nas mãos de apenas um indivíduo: o rei.

 Henrique VIII

 Na Inglaterra o absolutismo teve inicio após a guerra das Duas Rosas, crise entre as famílias Lancaster e York, pela morte do rei Eduardo III e a sucessão ao trono de Henrique VI, apoiada pelos York. Ricardo de York apoiava a permanecia de Henrique VI, esperando que este não demorasse a morrer, entretanto, ele teve um herdeiro que acabaria com os planos de Ricardo. Diversas guerras se desenvolveram pela disputa do trono e o resultado foi a ascensão de Henrique VII, em 1485, dando início a dinastia Tudor, que assumiria o trono pelos próximos 118 anos. 
Henrique VII casou-se com Elizabeth de York, e deixou como herdeiros Arthur, Henrique, Margaret e Mary.  Arthur casou-se com a espanhola Catarina de Aragão, em 1501, mas no ano seguinte morreu de malária. O pai Henrique VII morreu em 1509, passando o trono para seu outro filho, Henrique VIII, que assumiu o poder no mesmo dia em que se casou com a viúva do irmão, Catarina. Do casamento não nasceu um herdeiro homem, apenas uma menina, Maria. Henrique VIII não se conformava em não ter um filho homem e no momento em que se apaixonou por Ana Bolena, dama de honra da rainha, acreditou que esta poderia lhe dar um herdeiro. Para que o filho não fosse um bastardo era necessário que ele se casasse com Bolena, atendendo não só ao seu desejo, mas também aos caprichos da jovem. Para anular seu casamento com Catarina de Aragão, Henrique deu como justificativa o fato da espanhola ter sido mulher de seu falecido irmão. Mesmo quando Clemente VII recusou a anulação, em 1533, Henrique VIII casou-se com Ana Bolena, o rei foi excomungado pelo papa e em resposta rompeu com a Igreja Católica. Ele então criou a Igreja Anglicana, chefiada por ele, não seguia as ordens de Roma e ainda permitia o divórcio. Apesar de tudo isso, seu segundo casamento não vingou e tão pouco lhe sucedeu o esperado filho homem. Mais uma menina nasceu, Elizabeth. Em 1536, o rei acusou a esposa de bruxaria e adultério e ordenou sua execução. Jane Seymoure, foi a terceira esposa do rei, que finalmente lhe concedeu o herdeiro Eduardo VI, que foi coroado com apenas nove anos, idade que tinha em 1547, quando Henrique VIII faleceu, com isso governaria com um Conselho de Regência até que completasse a maioridade, porem morreu em 1553, de tuberculose. A população desejava que Maria, filha do primeiro casamento de Henrique VIII,sucedesse o trono. Como rainha, Maria revalidou o casamento de seus pais e restaurou o catolicismo. Em seu governo sanguinário, centenas de hereges foram queimados, o que fez com que a rainha ficasse conhecida como Queen Bloody Mary.  Quando morreu, de um tumor, a rainha que não deixou herdeiros, passou o trono para a meia irmã, Elizabeth I em 1558.

(parte do meu trabalho final do 2º semestre)